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Composição da microbiota intestinal e sintomas persistentes pós-covid 19


Um estudo prospectivo realizado em três hospitais regionais em Hong Kong, todos os pacientes com diagnóstico confirmado para covid-19, teve como objetivo investigar se a composição da microbiota intestinal está ligada à síndrome pós-aguda de COVID-19 ou, “covid longa” definida como pelo menos um sintoma persistente 4 semanas após a eliminação do vírus SARS-CoV-2. Dos sintomas, os mais relatados são: fadiga, fraqueza muscular e dificuldades para dormir.


Foram acompanhados 106 pacientes por 6 meses, estes, foram divididos em dois grupos (não covid-19) e (covid-19), o grupo controle (não covid-19) foram selecionados e pareados por idade e sexo com comorbidades semelhantes e padrões alimentares padrão para comparação da composição da microbiota intestinal entre indivíduos com e sem infecção por COVID-19.


Os critérios de exclusão para controles não COVID-19 foram (1) uso de antibióticos nos últimos 6 meses; (2) uso de laxantes ou drogas antidiarreicas nos últimos 3 meses; (3) mudanças recentes na dieta (por exemplo, tornar-se vegetariano/vegano); (4) infecções complexas conhecidas ou sepse; (5) história conhecida de falência grave de órgãos (incluindo cirrose descompensada, doença maligna, insuficiência renal, epilepsia, infecção grave ativa, AIDS); (6) cirurgia intestinal nos últimos 6 meses (excluindo colonoscopia/procedimento relacionado à doença perianal); (7) presença de ileostomia/estoma; e (8) gravidez atual. Dos pacientes diagnosticados com covid-19, as fezes foram coletadas na admissão da internação, antes de iniciar a antibioticoterapia.


Perfis específicos do microbioma intestinal foram associados à presença da covid longa, sugerindo que o microbioma intestinal humano pode desempenhar um papel importante em seu desenvolvimento. O papel potencial dos microrganismos intestinais na lesão pulmonar aguda, por meio da translocação intestinal-pulmão de bactérias, e regulação da imunologia e inflamação, sugere a possibilidade de perfil baseado em microbioma na estratificação de risco para covid longa.


Em resumo, os autores sugerem que a composição alterada do microbioma intestinal está fortemente associada a sintomas persistentes em pacientes com COVID-19 até 6 meses após a eliminação do vírus SARS-CoV-2. Considerando os milhões de pessoas infectadas durante a pandemia em curso, este estudo pode ser um forte impulso para a consideração da modulação da microbiota para facilitar a recuperação oportuna e reduzir o fardo da síndrome pós-aguda de COVID-19.


Referência:

LIU, Q.; MAK, J.W.Y., SU, Q, et. al., Gut microbiota dynamics in a prospective cohort of patients with post-acute COVID-19 syndrome Gut 2022;71:544-552.


Como referenciar este post?

MACHIAVELLI, Sabrina. Composição da microbiota intestinal e sintomas persistentes pós-covid 19. Post 407. Nutrição Atenta. 2023.

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