Já pensou em diminuir o consumo de carnes? Que tal aderir ao flexitarianismo?

Para começarmos é necessário entender o que é o flexitarianismo. O termo foi criado em 1990 pela nutricionista americana Dawn Jackson Blatner, autora do livro The Flexitarian Diet. O flexitarianismo é um estilo de vida que incentiva a diminuição do consumo de produtos de origem animal e o aumento da ingestão de vegetais preparados de forma saudável. O objetivo é proporcionar benefícios para a saúde e o meio ambiente, trazendo equilíbrio e sustentabilidade, além de buscar mostrar um novo pensamento do consumo alimentar.


O nome dessa dieta é uma combinação das palavras flexível e vegetariana, é um estilo que vem ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo se tornando uma forte tendência no mercado alimentício. Como já falamos em posts anteriores os vegetarianos eliminam a carne e outros alimentos de origem animal da alimentação, enquanto os veganos restringem completamente o consumo de carnes, ovos, laticínios e todos os produtos alimentares derivados de animais ou que foram cruelmente testados em animais como vestuários e cosméticos entre outros.


Os flexitarianos consomem produtos de origem animal, por isso não são considerados vegetarianos ou veganos. Mas esse pode ser um caminho, pois não possui regras claras ou números recomendados de calorias e macronutrientes, o objetivo sempre será reduzir o consumo de carnes e produtos de origem animal e é você quem vai achar a melhor maneira de acontecer isso.


Segundo uma pesquisa realizada pela SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), 63% dos brasileiros querem apenas diminuir e não cortar completamente consumo de carnes da alimentação, sendo então a dieta flexitariana, uma alternativa para que se obtenha uma redução consciente do consumo de carnes, começando com um ritmo gradual, sem exigências ou obrigações. Tenho certeza que ao adotar o flexitarianismo, você perceberá melhorias significativas em pouco tempo. É muito importante que, ao adotar a dieta, você tenha por base alguns princípios como: 


  1. Concentrar -se em ingerir mais alimentos de origem vegetal do que animal. 

  2. Se for consumir carne de origem animal, que não seja todo dia.

  3. Coma a forma menos processada e natural dos alimentos. 

  4. Coma principalmente frutas, verduras, legumes e grãos integrais. 

  5. Busque uma dieta balanceada e variada, e que esteja de acordo as necessidades diárias.


As refeições compostas predominantemente por vegetais, são mais saudáveis e oferecem excelentes benefícios. Pense sempre nos alimentos para compor sua refeição em substituição à carne. Seu comportamento determinará o modo como seu organismo absorverá a uma nova rotina. Escolha entre os alimentos vegetais de preferência, observando a combinação dos valores nutricionais.


Alimentos ricos em proteína como feijão, lentilha, grão-de-bico, couve-flor, brócolis, sementes, tofu, espinafre e quinoa, entre outros. Além dos vegetais, incluir também alimentos de sabor diferente, vai ajudar você esquecer aquele suculento bife. As carnes vegetais, a base de ervilha e soja, são muito

saborosas e se assemelham à carne animal em gosto e textura, tudo vai depender de como será preparada. Tenha sempre o cuidado de elaborar um cardápio balanceado para as principais refeições do dia, café da manhã, almoço e jantar de forma que, ao final do dia você se sinta bem nutrido.


Lembre-se:


Toda iniciativa é válida para diminuir o consumo de produtos de origem animal, não importa se vai ser uma semana, um dia ou uma refeição. A escolha por reduzir o consumo de carnes e produtos de origem animal irá trazer efeitos benéficos a sua saúde e o meio ambiente agradece. E é claro, a crueldade

com animais também diminui.



Como referenciar este post?


AQUINO, João Marcos. Já pensou em diminuir o consumo de carnes? Que tal aderir ao flexitarianismo!. Post 154. Nutrição Atenta. 2021.

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