Resumo do Documento – Consulta Pública nº 1.362/2025 (ANVISA)
1. Objetivo da consulta pública O documento apresenta proposta de nova regulamentação sanitária para produção de alimentos, estabelecendo: requisitos de Boas Práticas de Fabricação (BPF); aplicação do Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC); implantação de Procedimentos Operacionais Padronizados (POP). A finalidade é garantir a segurança e qualidade dos alimentos produzidos na cadeia produtiva, com base em abordagem científica e preventiva. A consulta pública estabelece prazo de 90 dias para envio de contribuições da sociedade após a publicação no Diário Oficial da União.
NUTRIÇÃO
Patricia Cintra
3/17/20262 min ler


2. Abrangência da norma
A proposta se aplica a estabelecimentos envolvidos na cadeia produtiva de alimentos, incluindo: produção, industrialização, armazenamento, fracionamento, transporte, distribuição, importação, comercialização de alimentos.
Não se aplica a: preparação doméstica para consumo próprio; serviços de alimentação (como restaurantes e UAN).
3. Conceitos fundamentais definidos pela norma
O documento apresenta diversas definições técnicas essenciais para a regulamentação, entre elas:
Segurança dos alimentos: Garantia de que o alimento não causará dano à saúde quando consumido conforme uso pretendido.
Boas Práticas: Conjunto de medidas adotadas em todas as etapas da produção para garantir segurança e qualidade do alimento.
APPCC: Sistema preventivo que identifica, avalia e controla perigos biológicos, químicos e físicos durante a produção de alimentos. Contaminação cruzada
Transferência de contaminantes entre alimentos ou superfícies durante manipulação ou processamento. Rastreabilidade: Sistema que permite identificar origem e trajetória de um alimento ao longo da cadeia produtiva.
4. Princípios das Boas Práticas
Os estabelecimentos devem: garantir segurança e qualidade dos alimentos; adotar abordagem preventiva baseada em ciência; identificar perigos na produção; aplicar APPCC quando necessário; monitorar e verificar medidas de controle; aplicar ações corretivas; revisar periodicamente o sistema de segurança de alimentos.
A norma também adota o conceito de “Uma Só Saúde (One Health)”, integrando saúde humana, animal e ambiental na segurança dos alimentos.
5. Requisitos estruturais para estabelecimentos
A proposta estabelece requisitos sanitários para: Localização
O estabelecimento deve estar distante de: áreas poluídas, zonas sujeitas a enchentes, locais com infestação de pragas, áreas com descarte inadequado de resíduos.
Instalações e estrutura
Devem permitir: limpeza e desinfecção adequadas; fluxo operacional sequencial; separação de áreas com diferentes níveis de higiene; prevenção de contaminação cruzada.
Materiais estruturais
Pisos, paredes e tetos devem ser: impermeáveis laváveis resistentes de fácil higienização.
6. Equipamentos e utensílios
Devem: ser fabricados com material sanitário; permitir limpeza e desinfecção adequadas; evitar frestas ou rugosidades; não utilizar madeira quando não higienizável.
Equipamentos térmicos devem possuir controle e monitoramento de temperatura.
7. Capacitação de manipuladores
A proposta exige: programa contínuo de treinamento; registro das capacitações; supervisão por responsável técnico habilitado.
Treinamentos devem incluir: perigos alimentares; higiene pessoal; etapas de produção; APPCC; controle de alergênicos; rastreabilidade e recolhimento de alimentos.
8. Limpeza e desinfecção
Os estabelecimentos devem implementar procedimentos para: limpeza frequente de instalações e equipamentos; uso de produtos autorizados pela Anvisa; monitoramento da eficácia da higienização; realização de testes microbiológicos quando necessário.
9. Controle de pragas
É obrigatório manter programa de controle integrado de pragas, incluindo: prevenção, monitoramento, controle químico realizado por empresa especializada.
10. Saúde e higiene dos manipuladores Funcionários com sintomas de doenças ou lesões não podem manipular alimentos, devido ao risco de contaminação.
Conclusão
A proposta da consulta pública representa modernização das normas de segurança dos alimentos no Brasil, com destaque para: integração entre Boas Práticas, APPCC e gestão de risco; fortalecimento da rastreabilidade e controle de alergênicos; maior exigência de capacitação técnica e gestão da segurança dos alimentos; alinhamento com diretrizes internacionais de segurança alimentar.
Essas medidas visam reduzir riscos de doenças transmitidas por alimentos e aumentar a qualidade sanitária da produção alimentar no país.
Nutrição
Descubra as últimas notícias sobre nutrição.
Blog
Contato
nutricaoatenta@gmail.com
(67) 981562606
© 2025. All rights reserved.
