Empreendedorismo e gestão das Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN)

Viviane Aparecida Noronha Mantilha - vivianemantilha@gmail.com

Vivian Scarpin - vivian_nutri@hotmail.com

Patricia Cintra - patricia.cintra@unigran.br



Introdução: Segundo Dornelas (2008), o movimento do empreendedorismo no Brasil começou a tomar forma em 1990, com a abertura da economia. Antes disso, praticamente não se falava em empreendedorismo e criação de novas empresas porque, segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE, 2013) os ambientes político e econômico do país não eram propícios, e o empreendedor dificilmente encontrava respaldo para a jornada empreendedora. Atualmente, 30 anos depois, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas, o setor empreendedor que mais cresce no Brasil é o de alimentação, gerando um número significativo de novos empregos diretos. Este mercado é dividido em alimentação comercial e alimentação coletiva; os estabelecimentos que trabalham com produção e distribuição para coletividades recebem o nome de Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) e abrangem as empresas fornecedoras de serviços de alimentação coletiva, serviços de alimentação autogestão, restaurantes comerciais e similares, lanchonetes, hotelaria, serviços de buffet e de alimentos congelados, comissarias e cozinhas dos estabelecimentos assistenciais de saúde, atividades próprias da Alimentação Escolar e da Alimentação do Trabalhador. Objetivo: Avaliar quais as principais dificuldades dos empreendedores brasileiros atuantes em UAN. Metodologia: A partir dos fatores gerenciais que dificultam o desenvolvimento satisfatório do processo produtivo em UAN, realizou-se uma revisão bibliográfica apontando os principais desafios dos empreendedores brasileiros do setor de alimentação coletiva. Resultados e Discussão: Empreender no mercado de UAN é desafiador. Há a necessidade não só de pessoal qualificado para garantir a produção de refeições adequadas, mas também de recursos físicos dentro dos padrões e matéria-prima proveniente de fonte confiável. Os desafios que envolvem a produção de refeições de qualidade e com segurança são inúmeros, em especial quando se trata da necessidade de se produzir com baixo custo. A rotatividade de mão-de-obra é uma grande preocupação para quem deseja ter sucesso no ramo de produção de alimentos. O trabalho realizado nesse setor, com a visão técnica e objetivando lucro, pode ser uma missão conflituosa, pois conseguir reduzir a rotatividade de funcionários e manter a qualidade implica diretamente no aumento de custo, bem como o treinamento e capacitação de novos funcionários, diretamente envolvidos na manipulação dos alimentos, é imprescindível e também dispendioso. A questão envolvendo a baixa escolaridade dos colaboradores também influencia na rotatividade, visto que os salários acabam sendo diretamente proporcionais à escolaridade, o que acarreta na troca constante de equipe. Conclusões: As maiores dificuldades dos empreendedores em UAN ultrapassa o âmbito da qualidade do alimento pronto, abrangendo fatores que podem interferir nesta qualidade, desde a escolha e o fornecimento de matéria-prima e equipamentos, ao armazenamento até sua produção e consumo, passando pelo alinhamento e manutenção de mão-de-obra qualificada. Palavras-chave: UAN, Empreendedorismo, Desafios em UAN, gestão de pessoas em UAN.


Referência:


Editora e-Publicar – I CONIGRAN 2020 – CONGRESSO INTEGRADO UNIGRAN CAPITAL. p.213. 2020.



Como referenciar este post?


MANTILHA, Viviane Aparecida Noronha.; SCARPIN, Vivian.; CINTRA, Patricia. Empreendedorismo e gestão das Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN). Post 137. Nutrição Atenta. 2021.

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